sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Vídeo "Construção do Retrato da Escola na Cultura Digital"


Relato dos alunos sobre o uso das TDIC


Relato da professora sobre o uso das TDIC


Construção do Retrato da Escola na Cultura Digital

                 
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO NA CULTURA DIGITAL - UFSC
NÚCLEO MUNICIPAL PROFESSORA TERESA LEMOS PRETO CURITIBANOS/SC

Módulo: PLAC 1 - Plano de Ação Coletiva
Tutora: Andréa dos Santos Corrêa
Atividade 3 – Construção do Retrato da Escola na Cultura Digital
Cursistas:
Ana Cleide Dos Santos
Christiane Pereira Do Amaral Tomasi
Elaine Cristina Dos Santos
Grasiele Afonso Coelho Barp
Rafael Brandt
Viviane Buzinski França

Resultado das informações obtidas através do questionário aplicado aos professores e alunos do Núcleo Municipal Professora Teresa Lemos Preto


Aspectos Conceituais da Cultura Digital

Este trabalho é uma pequena pesquisa que relaciona a cultura digital e a formação de professores, bem como esses a utilizam no cotidiano escolar. Da mesma forma como os alunos se relacionam com as TICs[1] Com isso o objetivo foi o de verificar em que medida professores e alunos contemplam elementos da cultura digital no processo de formação e cotidiano escolar. A presente pesquisa foi realizada sob a perspectiva epistemológica histórico-crítica e teve caráter qualitativo e como método a análise documental. Nos conceitos que fundamentam a cultura digital e seus principais autores utilizados foram Lévy, Freitas, Castells, Lemos, Saviani, Kenski, Pfromm e Quartiero. Os resultados nos permitiram perceber que os professores demonstram intencionalidade ao trabalho e à reflexão dos elementos da cultura digital, porém os alunos ainda a vislumbram apenas como acesso a internet sem saber exatamente explorar de maneira satisfatória seus recursos.
A sociedade da informação é uma realidade mundial e é necessário reconhecer o fato de que há um interesse das pessoas em experimentar essa nova forma de comunicação e que cabe a essa sociedade explorar as potencialidades nos planos cultural, econômico e social. As tecnologias, a cultura digital e o ciberespaço oferecem alternativas para ampliar os conceitos de construção de conhecimento e formação de professores. Mas em termos conceituais o que é cultura digital? O que chamamos de Ciberespaço? O que podemos compreender por Cibernética? Que considerações são feitas a esse respeito? Com objetivo de responder a esses questionamentos iniciamos nossa conversa.
Em essência, Lévy (2000) conceitua o Ciberespaço também chamado de rede, como um novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial de computadores. Sendo não apenas a estrutura material da comunicação digital, mas o universo de informações que ele abriga, assim como os seres humanos que navegam e alimentam esse universo. Diante desse conceito de Ciberespaço é possível conceituar a cultura digital como um conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço. É a cultura digital advinda de uma relação entre sociedade, cultura e tecnologia. (Lévy, 1999). A saber, que a tecnologia hoje não se define somente por computadores. Ela está presente também à palma da mão, em dispositivos móveis, conectados, trazendo possibilidades ainda maiores de conexão com a internet. A cultura digital se representa, portanto, como as estratégias para sobreviver a essa realidade de interação que o virtual proporciona.
Esses conceitos apoiam uma tentativa de compreender a comunicação e estudar a forma como as informações são codificadas e retroalimentadas em termos de aprendizagem, que chamamos de Cibernética. Lévy em uma palestra realizada em Porto Alegre, em Outubro de 1994, afirmou que é no espaço cibernético que está funcionando a humanidade, hoje. Para ele, é um novo espaço de interação humana que já tem uma importância enorme, sobretudo no plano econômico e científico e, certamente, essa importância vai ampliar-se e vai estender-se a vários outros campos, como por exemplo, na Pedagogia... O espaço cibernético é a instauração de uma rede de todas as memórias informatizadas e de todos os computadores. Atualmente, temos cada vez mais conservados, sob forma numérica e registrados na memória do computador, textos, imagens e músicas produzidos por computador. Então, a esfera da comunicação e da informação está se transformando numa esfera informatizada (LÉVY, 1994, [n.p])
O espaço Cibernético está posto para fixar essa rede de compartilhamento de dados e informações.  Corroborando com esses conceitos Wiener (1968, p. 17), afirma que o propósito da Cibernética é o de desenvolver uma linguagem e técnicas que nos capacitem, de fato, a havermos com o problema do controle e da comunicação em geral, e a descobrir o repertório de técnicas e ideias adequadas.   
Para a compreensão do tema e da problemática da pesquisa observa-se que virtualidade diz respeito às discussões de Lévy (1996, p. 11) afirma que “o virtual possui uma plena realidade, enquanto virtual”. A sociedade da informação é uma realidade mundial que possibilita uma interação que vai além dos limites da distancia e do tempo. Essa Era da Informação constitui um momento histórico conceituado por Lévy (2000, p.17) como cultura digital, que é um “conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço”.  Ao se preocupar com as questões trazidas pela cultura digital e suas implicações na educação, representa um desafio a aspectos relacionados às transformações sociais.
Por sua vez, Lemos afirma que: a cultura é o conjunto Techno cultural emergente no final do século XX impulsionado pela sociabilidade pós-moderna em sinergia com a microinformática e o surgimento das redes telemáticas mundiais; uma forma sociocultural que modifica hábitos sociais, práticas de consumo cultural, ritmos de produção e distribuição da informação, criando novas relações no trabalho e no lazer, novas formas de sociabilidade e de comunicação social. Esse conjunto de tecnologias e processos sociais ditam hoje o ritmo das transformações sociais, culturais e políticas nesse inicio de século XXI. As mudanças são enormes e aconteceram em muito pouco tempo (Lemos 2010, p.21).
Através da virtualidade, as transformações sociais, culturais e políticas continuam acontecendo e na mesma velocidade. Precedente a cultura digital só havia uma cultura da leitura, ler um livro, assistir um programa de TV, ouvir o rádio, e no contexto escolar, ouvir o professor. A cultura digital traz a possibilidade de ampliar a leitura e também produzir conteúdo. A escrita abriu outro espaço de comunicação, onde se tornou possível tomar conhecimento de conteúdos produzidos a milhares de quilômetros ou há séculos, em apenas um clique. Essa realidade é presente nas escolas de fato? É uma realidade onde é possível qualquer informação de qualquer lugar do mundo. Este enfoque nos leva a compreender a cultura digital como uma cultura da leitura e da escrita de forma ampla.
Complementando, Carvalho (2008, p.6) afirma: é interessante observar que as possibilidades de aprendizagem colaborativa com a Web 2.0 surgem como uma resposta à tradicional estrutura estática da Internet com poucos emissores e muitos receptores (como a televisão), começando a adotar uma nova plataforma onde as aplicações são fáceis de usar e permitem que haja muitos emissores, muitos receptores e uma quantidade significativamente mais alta de intercâmbios e cooperação. Esta mudança no número de emissores e receptores permitiu o surgimento das redes colaborativas de conhecimento, onde vários assuntos são colocados em discussão, e novos paradigmas para a compreensão das mudanças na sociedade do conhecimento são estruturados de forma contínua.
Esses elementos de movimento e outras formas de pensar a educação acontecem em um espaço de compartilhamento e desenvolvimento de informações, que como vimos anteriormente Lévy (2000) denomina Ciberespaço. Já Castells (1999, p. 498) denomina sociedade em rede, partindo de uma definição bastante simples em que "rede é um conjunto de nós interconectados", mas que por sua maleabilidade e flexibilidade oferece uma cultura de grande utilidade para dar conta da complexidade da configuração das sociedades contemporâneas sob o paradigma informacional. Assim, definindo ao mesmo tempo o conceito e as estruturas sociais, Castells afirma que: redes são estruturas abertas capazes de expandir de forma ilimitada, integrando novos nós desde que consigam comunicar-se dentro da rede, ou seja, desde que compartilhem os mesmos códigos de comunicação (por exemplo, valores ou objetivos de desempenho). Uma estrutura social com base em redes é um sistema aberto altamente dinâmico suscetível de inovação sem ameaças ao seu equilíbrio (CASTELLS, 1999, p. 499).
O autor define como redes um sistema onde cada nó, tem um potencial de expandir informação e integrar-se dessa forma a outros nós. Essa sociedade em rede é uma sociedade centrada no uso e aplicação de informação e conhecimento, sendo alterada por uma revolução tecnológica concentrada na tecnologia da informação e em meio a mudanças nas relações sociais, nos sistemas políticos e nos sistemas de valores.
Lemos e Lévy (2010) desenvolveram conceitos otimistas dessa infraestrutura chamada “Inteligência Coletiva[2]”, que segundo eles é distribuída por toda parte, incessantemente valorizada, coordenada em tempo real. Em termos cognitivos, Inteligência se traduz por uma capacidade de aprendizagem autônoma, em termos históricos, por um processo de evolução, emergindo de processos de interação. Essa capacidade, portanto, para Lemos e Lévy (2010), não existe senão de forma coletiva: coletivo de ideias, de pensamentos. Nesse princípio as inteligências individuais são somadas e compartilhadas por toda a sociedade, potencializadas com novas tecnologias de comunicação, como a Internet, resultando em troca de conhecimentos (LEMOS; LÉVY, 2010). A “Inteligência Coletiva” resulta em uma mobilização efetiva das competências, chamando os recursos de tecnologia intelectual, e criando os conceitos de cultura digital e ciberespaço.
Trata-se como de outra forma cultural. Outro olhar sobre as possibilidades pedagógicas. Portanto não há como escapar de uma reflexão critica sobre a forma como os processos advindos da tecnologia afetam a educação, enquanto pesquisa, assumindo uma postura de partir da ignorância de sua aplicabilidade na educação, para uma compilação do que já existe. Há que se fazer uma análise das possibilidades existentes.
O que a literatura trás, propõe aos pesquisadores, uma análise para além dos termos tecnológicos, para entender esses caminhos de uma maneira crítica e reflexiva, essa temática que interessa aos professores. Valendo-se disso, o contexto está em ver os aspectos da cultura digital não apenas como um dado, e sim como algo a ser discutido em específico no contexto da nossa formação enquanto professores e gestores.
Abaixo segue o mapeamento feito por nós, com professores, pais e alunos e de forma indireta, destacamos os resultados relacionamos à cultura digital e seus princípios, através de critérios escolhidos por meio da interpretação dos pesquisadores.
Das 20 pessoas entrevistadas, 3 são do sexo masculino e 17 do sexo feminino, sendo esses distribuídos em diferentes idades ,3 entre 20 e 30 anos, 11 entre 31 e 40 anos, 5 entre 41 e 50 anos e apenas 1 professor acima dos 51 anos.
Quanto ao grau de instrução, 4 tem ensino superior incompleto, 4 ensino superior completo e 12 são professores pós graduados. Todos os entrevistados atuam na área da educação, em sala de aula, com diferentes cargas horárias e disciplinas.
50% dos entrevistados antes de cursar o ensino superior fizeram o curso técnico Magistério.
13 dos entrevistados avaliam seu conhecimento em informática como regular e 7 bom.  8 professores dizem utilizar bastante o computador, 11 mais ou menos e 1 pouco ou quase nunca. Todos tem acesso à internet e usam o computador em seu dia a dia. No entanto a frequência do uso da internet é: 9 usam bastante, 8 mais ou menos e 3 utilizam pouco.
Sobre capacitação para trabalhar com a sala informatizada 50% dizem não ter recebido nenhum treinamento específico. E desses, 9 apresentam dificuldade para utilizar a ferramenta Windows. Dos programas mais utilizados, verifica-se que a maioria dos professores consegue trabalhar bem com Windows e Word e demonstram bastante dificuldade com o Excel.
Diariamente 13 pessoas acessam a internet, 4 professores acessam mais que duas vezes por semana e 3 profissionais apenas duas vezes por semana.  Sendo esses, acessos de até 30 mitos para 8 dos entrevistados, até uma hora para 7 dos entrevistados e mais de 1 hora para 5 dos entrevistados.
65% dos professores relatam participar de fóruns ou listas de discussões on line. 100% deles possuem e-mail, 50% julgam o uso da internet como necessário para complementar pesquisas a outros recursos. Já os outros 50% pensam a internet como base principal de pesquisas.
De acordo com os entrevistados, os mesmos, utilizam as TDIC (Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação) na escola das seguintes maneiras:
·                    Utilizo para pesquisas, preparação de avaliações;
·                    Uso para pesquisas e complementar o conteúdo trabalhado. Muito boa, pois auxilia na aprendizagem;
·                    Não as utilizo;
·                    Utilizo muito pouco, e é de fundamental importância para a educação;
·                    Pesquisas, jogos, músicas, filmes é muito importante porque eles podem compreender melhor vendo, por exemplo, um vídeo;
·                    Ainda não utilizei nenhuma vez em minhas aulas, mas considero importante a utilização;
·                    Utilizo basicamente para pesquisas. A experiência é bem importante para o aluno que muitas vezes não dispõe desse recurso;
·                    Pesquisas, músicas, vídeos, jogos, elas são importantes complementos para a compreensão de conteúdos e atividades dos alunos;
·                    Quando utilizo muito bem, e é de suma importância para o aprimoramento de alguns conteúdos;
·                    Trabalhando visualmente com os alunos questões que somente a escrita não contempla, estas expectativas são necessárias e muito estimulantes para os alunos;
·                    Utilizar internet nas minhas aulas e considero muito importante para o desenvolvimento dos alunos;
·                    Utilizo para complementar na aprendizagem dos alunos, hoje em dia devemos ter as tecnologias como uma ferramenta no trabalho pedagógico;
·                    É muito importante porque ajuda no planejamento em sala de aula, e nas atividades aplicada para os alunos;
·                    Utilizo pouco, mas essas expectativas são fundamentais uma vez que a tecnologia abrange grande área;
·                    É muito importante para que nos se aperfeiçoe mais nosso conhecimento;
·                    Para aulas teóricas como uma ferramenta fundamental e pratica para aprendizagem;
·                    Como forma de ampliar os conhecimentos e atualizar as informações. É de fundamental importância para alunos e professores;
·                    Estou participando de um projeto PIBID programa de iniciação a docência, utilizando as tecnologias, o resultado do trabalho é ótimo, os alunos melhoram a leitura e a escrita;
·                    Utilizo como uma ferramenta nas minhas aulas. Acredito que as atividades c/ou jogos educativos realizados pelos alunos na sala informatizada são bem validos e contribuem bastante no desenvolvimento.
Para fortalecer o processo da Cultura Digital na escola os professores entrevistados sugerem que: Com orientações e cursos;
·                    Cursos na área digital;
·                    Com mais informação. Mas é importante que cada um se conscientize da importância de buscar conhecimento, seja mediante cursos, etc, pois a informática é imprescindível como ferramenta profissional;
·                    Mais curso porque a sala informatizada tem muitos recursos;
·                    Maior abertura e instrução para o uso bem como divulgação;
·                    Mais cursos de aperfeiçoamento para o uso da sala informatizada;
·                    Utilizar mais, ambiente mais amplo, sinal de internet wireless na escola inteira;
·                    Talvez fazer parte do grande currículo dos alunos e não somente como momentos (as vezes) de descontração.
·                    Cursos de capacitação para os professores, aperfeiçoar a prática pedagógica. As crianças chegam à escola conhecendo essas tecnologias e precisamos saber usar;
·                    Desencadear o interesse dos alunos para atividade didática e cultural;
·                    Cursos ou momentos de capacitação para o corpo docente;
·                    Uma aula específica de informática para os alunos, pelo menos uma vês por semana;
·                    Aulas de informática para professores e alunos;
·                    Utilizar da tecnologia, para favorecer o processo de ensino aprendizagem, mas para que isso ocorra é fundamental o conhecimento e um bom planejamento, utilizar a sala informatizada a nosso favor;
·                    Internet wireless mais abrangente.
Foram mandados aos pais 100 questionários, desses voltaram apenas 40. Privilegiou-se pais da área rural e também urbana, desses, 31 são mulheres e apenas 9 respondentes homens. Dezoito dizem ter ensino médio completo, onze superior incompleto, dois superior completo e apenas um pós-graduado.
As profissões dos entrevistados variam desde do lar até professor, permeando por lavradores, domésticas e caminhoneiros. Mais de 50% dos entrevistados dizem já ter utilizado o computador pelo menos uma vez e exatamente 50% dizem ter acesso a internet e 50% não, mas a frequência de uso da mesma é mínima.
Os pais garantem não ter conhecimento do laboratório de informática da escola. A maioria dos entrevistados não possui endereço eletrônico de e-mail, já 70% tem celular com acesso a internet.
Dos 860 alunos que frequentam essa unidade escolar, foram entrevistados apenas 10%, sendo esses alunos com idade entre 8 e 15 anos.  Como descrito no perfil da escola, muitos desses alunos são oriundos de regiões do interior da cidade, bem como assentamentos e reassentamentos, o que quer dizer que muitas vezes não há luz elétrica instalada e também lhes falta acesso a outras necessidades básicas do ser humano.
Dos entrevistados 50% tem computador em casa, 79 dizem saber ligar e desligar um computador, 6 dizem não saber fazer esse procedimento e um aluno descreveu saber fazer mais ou menos pois não tem o equipamento em casa. 58 alunos dizem acessar a internet e 27 não. Dos entrevistados 59 tem e-mail 27não. Sobre ter aparelho celular com acesso a internet, 52 dos entrevistados possuem esse recurso, enquanto que 69 deles diz não utilizar a sala de informática da escola.80% dos entrevistados costumam realizar pesquisas escolares na internet.
A equipe optou por não postar fotos dos alunos entrevistados, pois são menores e, além disso, não obtivemos as autorizações de direito de imagem assinada pelos pais.


Figura 1 - Durante a reunião pedagógica do Bimestre no momento da pausa aplicamos o questionário – Fonte: Acervo dos Pesquisadores





Com o auxílio dos recursos das TDICs, é possível diversificar as produções com possibilidades de linguagens diferenciadas e, dessa forma, viabilizar ao aluno um envolvimento maior no processo de construção do conhecimento. Para tanto, faz-se necessário investigar com os próprios alunos o que sabem sobre as tecnologias, como as utilizam no seu cotidiano, aprender e ensinar ao grupo e, pautado na mediação do professor, agregar as habilidades de cada um em prol do desenvolvimento coletivo.
Em virtude dos fatos relatados, compartilha-se uma angústia que acompanhou toda a construção desse trabalho.
Contextualizando o objeto de pesquisa, compreende-se que hoje o acesso à tecnologia já mudou, o momento é de existente Cultura Digital, que faz parte e abrange a vida de todos, permeando tudo. Alguns professores que atuam hoje já nasceram imersos na realidade da tecnologia, onde se existem produção e autonomia sobre o conhecimento e apropriação das informações disponíveis na rede. Mas, paradoxalmente ainda existe uma dificuldade e até mesmo uma lacuna diante do compromisso de pensar práticas pedagógicas com o uso de tecnologias e pensar sobre como fazer com que esse professor se aproprie dessa cultura do digital, da Cibercultura, dessa cultura que hoje é parte da nossa sociedade.















 REFERÊNCIAS

CARVALHO, Ana Beatriz Gomes. A web 2.0, educação a distância e o conceito de aprendizagem colaborativa na formação de professores. 2º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação – UFP - Pernambuco 2008
CARVALHO, José Sérgio. O discurso pedagógico das Diretrizes Curriculares Nacionais: competência crítica e interdisciplinaridade. Cadernos de Pesquisa Faculdade de Educação da USP . Feusp , nº 112, março/ 2001.
CASTELLS, Manuel. A Galáxia da Internet. Reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade. Tradução: Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003.
FREITAS, Maria T. de Assunção (org.). Cibercultura e formação de professores. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2009.
FREITAS, M. T. A.; COSTA, S.R. (orgs). Leitura e escrita de adolescentes na internet e na escola. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.
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KENSKI, Vani Moreira. Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação. Campinas-SP : Papirus, 2007
KENSKI, V. M. Tecnologias de ensino presencial e a distância. Campinas, SP: Papirus, 2003.
LEMOS, André. Cibercultura: tecnologia e vida social na cultura contemporânea. 6 ed. Porto Alegre: Sulina, 2013.
LEMOS, André. LÉVY, Pierre. O futuro da internet: em direção a uma ciberdemocracia.São Paulo: Paulus, 2010.
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LÉVY, Pierre. O que é virtual? Rio de Janeiro: Editora 34, 1996.
LÉVY, Pierre A Emergência do Cyberspace e as Mutações Culturais. Porto Alegre, out., 1994. Palestra realizada no Festival Usina de Arte e Cultura, promovido pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre. (trad.) Suely Rolnik. (rev.) João Batista Francisco; Carmem Oliveira. Disponível em:                                                                            <http://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/2514.pdf.> Acesso em: 23/09/2014
LÜDKE, Menga; ANDRÉ, Marli E.D.A. Pesquisa em Educação: Abordagens Qualitativas. – São Paulo: EPU, 1986.
PFROMM, Samuel N. Telas que ensinam Mídia e Aprendizagem: do cinema as tecnologias digitais. 3ªed. Campinas, SP : Alínea,  2011.
PELUSO, Angelo. Informática e Afetividade. 1ª ed. Bauru, EDUSC, 1998.
QUARTIERO, Elisa Maria.  As tecnologias da informação e comunicação e a educação. Revista Brasileira de Informática na Educação, número 4, 1999.
RUDIGUER, Francisco Ricardo. Introdução às teorias da Cibercultura: perspectivas do pensamento tecnológico contemporâneo. Porto Alegre. Sulina, 2003.
SAVIANI, Demerval. Pedagogia Histórico-crítica: primeiras aproximações. 3.ed. São Paulo: Cortez, 1991.



[1] As TICs correspondem a todas as tecnologias que interferem e mediam os processos informacionais e comunicativos dos seres. Ainda, podem ser entendidas como um conjunto de recursos tecnológicos integrados entre si.
2 “Inteligência Coletiva”, de acordo com Lévy é o nome dado a um princípio onde as inteligências individuais são somadas e compartilhadas por toda a sociedade, potencializadas com o advento de novas tecnologias de comunicação, como a Internet.